Ta estranho. Nunca foi tão estranho. As eleições de 2010 para presidente da república “está mais sem graça que a modelo magrela na passarela” e os seus respectivos candidatos ta parecendo à seleção de Dunga: retranqueira e sem criatividade.
Polarizando a disputa temos de um lado Dilma Roussef, mãe do Projeto Minha Casa Minha Dilma, que precisa, infelizmente, reunir em nome do projeto de poder com socialites do século XXI ou senhoras burguesas católicas ociosas que, acreditam que Joseph Ratzinger é santo, desconhecem Irmã Dorothy Stang e acham que Leonardo Boff é o São Nicolau.
De outro lado, José Serra, membro da Social Democracia Brasileira. Que rumo foi tomar, hein? De presidente da União Nacional dos Estudantes para partidário de Álvaro Dias. Ainda bem que temos na UNE Honestino Guimarães e Aldo Arantes, goianos, diga de passagem. José Serra é a reunião de toda a parafernália de intransigência, de repressão e enxugamento do Estado e a expressão de violência aos espaços de mobilização, articulação e organização popular que surgem em resposta aos novos anseios da sociedade. Os professores de São Paulo podem explicar. O que dominam nos governos dos tucanos é a forte repressão policial e a ausência de diálogos, que são totalmente incompatíveis com a democracia e o comportamento antipatriota e de atitudes pródigas em favor do governo estadunidense.
José Serra tem como ídolo o sociólogo FHC que ainda, não sei como, é apaixonado por Margareth Tacher. Carlos Menem quis entrar também na relação e todos sabem o que deu. Fujimori no Peru e Carlos Salina no México que o digam. O Brasil quase foi alugado e Raulzitos por pouco não levantou do Cimitério Jardim das Saudades em Salvador para cantar em pleno século XXI.
O PT ta encaminhando para a terceira vitória seguida. Isto é fato. Perder esta eleição não está no Escript e o Lula precisa voltar em 2014. Ainda tem uma meta: preencher as onze vagas do STF com ministros de sua indicação.
Com esta parceria entre burguesia, movimentos sociais e classe operária não têm agronegócio que agüente. Eles vão ter que engolir quer dizer, engolir um pouco menos já que o Lula enche os pratos destes porcos que choram muito só porque às vezes, a sobremesa tem poucas variedades.
Todo mundo ta com o PT. Este é o problema. O Projeto de poder sobressaiu sobre o projeto político de transformação da estrutura. Sarney, Iris Rezende, Renan Calheiros, Michel Temer, Alberto Broch, CNBB, José Rainha estão todos unidos em prol da campanha da Dilma. Tudo por causa da “correlação de forças” como dizia João Pedro Estédile, para “derrotar o projeto do excludente do PSDB”. Aí tudo engessa e os avanços são poucos. Neste jogo não vale a máxima do jogador Sócrates “Não vale nada ganhar. É preciso é ser feliz”. Aqui é preciso ganhar, vencer, derrotar, pois perder o poder para o PSDB é o retorno de um projeto que não converge com os nossos desafios do Brasil. È melhor uma esquerda pero no mucho do que uma direita escravocrata.
O pessoal do PSDB junto com os demôniocratas chora até hoje por causa da abolição da escravatura em 1888. O sonho do Alberto Goldman, Yeda Crusius, Teotônio Vilela Filho com o restante da vassalagem José Agripino, Marco Maciel e Kátia Abreu é ter alguns escravos para dar algumas chibatas em noites monótonas.
Esta elite nossa fede retrocesso. Eles são capazes de defender em dias ensolarados que a redução da maioridade penal para quatorze ou doze anos é totalmente plausível. Atacam ferozmente qualquer fortalecimento do Estado e/ou manifestação dos movimentos populares por políticas publicas basilares. Esta ofensiva é evidente. Eles estão secos pelo poder político, pois, para eles não basta o poder econômico e o poder de manobra e de especulação.
No Brasil todo mundo nasce do PMDB, flamenguista e católico. Alguns por força do destino, fazem mudanças moderadas ou radicais, porém, alguém que consegue reunir todos estes atributos de uma vez só é muito sem personalidade. PMDB é o partido centro-esquerda-direita. Isto depende da unidade da federação, da lua e de quem está no poder. Estes são fatores determinantes. Flamenguista é o time das massas e é mais fácil torcer pro time do “galinho”. Católico é a regra, mas, cristãos mesmo só alguns. Para ser protestante é mais complicado, tem que ser mais politizado. Tem também saber protestar contra o catolicismo, o comunismo, ecumenismo, o aborto, o homossexualismo a mão de vaca de certos fiéis e a reforma agrária. O projeto de Jesus que é bom, da afirmação, da partilha, da indignação deixa para depois.
Temos ainda dois candidatos que guardei pouco espaço: Plínio Arruda e Marina Silva. O primeiro, com seus 80 anos de comunidade conserva características interessantes. O sonho dele era ter participado da Revolução Sandinista de 1979, mas, Daniel Ortega esqueceu de chamá-lo. È uma pessoa centrada e inteligente, mas, se for eleito não consiguirá implantar seus projetos de Reforma Agrária, pois, em pouco tempo, existirá a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, 2º edição, e a história vai repetir.
A Marina Silva, amiga de Chico Mendes, é que deveria ser a presidente. Marina reúne a “pureza das respostas da criança”, a humildade e a determinação. Que pena que ta no PV um partido meio PMDB, PT, PSTU. O pluralismo desta sigla me preocupa e o ônibus dos filiados patrocinado pelo Bradesco rachou e agora temos uma Kombi doada pela Natura e dois corsel 73 emprestado pela "falida" Vale do Rio Doce.
Bom Semestre a todos!
sábado, 7 de agosto de 2010
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Marina Silva ?
ResponderExcluiruma evangelica com um cara que gosta de maconha e não gosta de igrejas ?
que coisa doida ne?