quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A mídia tem dono, e seu dono tem lado

Em tempos de forte apelo imagético, onde a comunicação de massa é um campo de batalha das elites que visam controlar a opinião pública impondo suas ideologias, e assim falseando a realidade, torna-se propício discutir a função da mídia de massa e alternativas para ela.

A grande mídia brasileira é controlada por grupos familiares que, há décadas, detém o monopólio da comunicação, instituindo um discurso elitizado, ligado a grandes forças econômicas e políticas, promovendo a ampla acomodação dos consumidores de mídia e o padrão do ‘bom homem capitalista contemporâneo’.

Mas esses Impérios da comunicação, tão defensores da liberdade de expressão, realizam internamente uma inescrupulosa censura a qualquer informação que vai contra os se4us interesses. Isso é parte das conseqüências de alguns pontos que merecem destaque:

1. Os donos da mídia estão todos no mesmo barco, não querem mudanças estruturais, são adeptos do neoliberalismo, como processo civilizatório, e visam o lucro por meio da exploração.

2. Os grupos políticos que controlam as concessões às empresas de comunicação exercem grande influencias sobre elas, ou são também donos de veículos de comunicação. Não há, portanto, contestação de seus interesses, e mais, ocorre um esforço para protegê-los. Fato interessante é que não foi ainda regulamentado e aplicado o leilão público das concessões, que está previsto na Constituição, justamente porque podem causar a perda do monopólio da mídia.

3. Como são empresas imersas no sistema capitalista, os grupos de mídia priorizam seus rendimentos e tratam a notícia como moeda de troca, produto pra vender. São várias as formas de lucrar com a comunicação, e uma delas é vender espaços. Aí entra a publicidade. Estão aos montes nos veículos de comunicação os anúncios publicitários. Acontece que os anunciantes têm interesses a defender, e não anunciam em veículos que estão ‘do outro lado’. A Monsanto não anuncia numa revista que lança matérias questionando os trangênicos. Para não perder dinheiro, a grande mídia facilmente se converte às idéias de seus anunciantes.

Diante desse cenário, o caminho é democratizar a mídia, torna-la realmente pública. Esse processo demanda esforço político, com estratégias revolucionárias, e principalmente a mobilização popular.

A comunicação é um instrumento, não um poder, e tem que sair das mãos de seus donos e cair em domínio público. É um processo de Revolução Midiática, que é fundamental, junto com as Revoluções Política e Agrária, para a construção de outro modelo de sociedade neste país.

2 comentários:

  1. È isso grande neto...
    Título sugestivo e artigo grandioso!
    E o nosso blog?!precisamos democratizá-los também!
    Apenas um grupo "tres pessoas" controlam.
    tem que sair das mãos dos seus donos e cair no dominio público!
    auhuauhauauhuha

    Abraço!

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  2. E vamos seguindo na idéia de que cada um faz a sua parte para um mundo melhor, sendo que "eles" que realmente poluem, corrompem e alienam não levantam os traseiros das poltronas para promover algo que contemple a totalidade.

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